sexta-feira, 28 de abril de 2017

O fim do imposto sindical é para ontem

Hoje (28/04), foi convocada uma greve geral, algo que não acontece no Brasil há muito tempo. Os principais motivos para a convocação da greve são as reformas trabalhista e da previdência. A primeira, ainda irei escrever aqui neste blog, a segunda, já teci comentários que podem ser conferidos AQUI. Mas hoje falarei de uma das propostas da reforma trabalhista que acho extremamente importante: o fim da contribuição sindical obrigatória.

Se pensarmos em uma lógica liberal, em que os sindicatos são a livre associação de pessoas para ajuda mútua em questões trabalhistas, é uma ótima ideia. Numa sociedade livre, patrões e empregados são livres para se associarem voluntariamente. O problema, porém, é que os sindicatos se transformaram em forças, corporativistas, burocráticas e autoritárias às custas do trabalhador. 

O movimento sindical brasileiro adquiriu poderes coercitivos e autoritários e tornou-se protegido pelo Estado brasileiro, o que é gravíssimo. Esse poder, em parte, foi adquirido pela contribuição sindical obrigatória. Sem ela, os sindicatos se veriam obrigados a se auto-sustentar. O que não acontece. Em 2015, as entidades sindicais receberam, via imposto sindical, R$ 3,1 bilhões. Ao todo, mais de 10 mil  sindicatos receberam dinheiro público. A CUT, um dinossauro que agrupa 2.319 sindicatos, recebeu R$ 55 milhões sozinha. 

A enxurrada de dinheiro público que jorra sindicatos a dentro financia e encoraja a "indústria sindical" a se manter e expandir. Nos últimos oito anos, mais de 250 novos sindicatos foram criados por ano. Há cerca de 2 mil sindicatos esperando registro. Logicamente, criar um sindicato tornou-se algo lucrativo. E a luta dos trabalhadores foi esquecida há muito tempo. Sindicatos e sindicalistas usufruem de privilégios políticos que tornam o problema ainda mais grave.

Há uma saída, acabar com a contribuição social sindical obrigatória. A festa com o dinheiro público tem de acabar. Por ser favorável às reformas do governo e por entender que os sindicatos são associações nocivas e autoritárias, sou contrário a greve convocada hoje. 

E você? O que o seu sindicato fez para merecer a contribuição que, compulsoriamente, sai do seu salário? 


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