segunda-feira, 28 de julho de 2014

Arquitetura do caos

Na noite deste domingo (27/07), o Fantástico trouxe documentos, entrevistas e depoimentos feitos pela Polícia Civil do Rio que evidenciam a participação de Elisa Quadros, a Sininho, e mais três ativistas na coordenação de manifestações violentas no Rio. E ainda trouxe um suposto plano de manifestações, que estavam marcadas para acontecer durante a Copa do Mundo, apelidado de "junho negro".


sábado, 26 de julho de 2014

O maniqueísmo do conflito na Palestina

Nas últimas semanas viu-se uma escalada de violência na Palestina, ataques israelenses e árabes se multiplicaram na região.

O conflito começou depois que três jovens israelenses foram sequestrados na Cisjordânia. O governo de Israel acusa a facção terrorista Hamas de ter sequestrado os jovens. O Hamas, no entanto, nem confirma nem nega as acusações. Israel, então, deslocou um contingente militar por terra até a Cisjordânia. Membros do Hamas foram presos e em seguida foguetes foram disparados da Faixa de Gaza em direção à Israel. Israel respondeu ao ataque palestino, aumentando a tensão na área.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Era Dunga: parte 2

Hoje (22/07), em entrevista coletiva realizada às 11:00 na sede da CBF, na cidade do Rio, Dunga foi anunciado como novo técnico da seleção brasileira.

Depois de uma hecatombe, de um desastre a CBF mostra que não assistiu ao jogo. Mostra que cartolas como José Maria Marin - presidente da entidade - e Marco Polo Del Nero - Vice e presidente eleito da entidade - não sabem lidar com futebol, não entendem futebol. A CBF prova, a cada dia, que não existe para prover uma melhora nas estruturas do futebol brasileiro, mas para tomar para si a Seleção e prestar contas a meia dúzia de patrocinadores. A CBF não está nem aí com o futebol. Ela não quer, não se interessa  e não vai mudar. Mesmo arcaicas, as estruturas do futebol ainda se mostram lucrativas à dirigentes, às federações e à TV Globo. Mudanças? Nem pensar! Os clubes? Ficam para depois, afogados em dívidas astronômicas. Os atletas? Fazemos um estadual por ano para pagar alguns poucos meses de salário a eles.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Copa já foi, eleições à vista

A Copa do Mundo acabou hoje (13/07), coroando a competência, trabalho e o planejamento da, agora, tetracampeã mundial Alemanha. Foi, sem dúvida, uma ótima Copa, a melhor que pude assistir até agora. Assisti a quase todos os jogos. Foi a Copa dos gols. Empatamos com o mundial de 98, na França, em número de gols, foram 171 com uma média de 2,67 gols por partida. A Copa de 54 continua soberana com a maior média de gols, foram 5,38 por partida. Foi também a Copa com a segunda maior média de público, perdemos apenas para o mundial de 94, nos EUA. Essa Copa se destacou, ainda, pelas goleadas. Logo na fase de grupos vimos a Holanda massacrar, a então campeã mundial, Espanha por 5x1. Ainda na fase de grupos a Alemanha passou por cima de Portugal num belo 4x0. Mas a goleada mais marcante foi, de longe, a sofrida pela seleção brasileira. Foram sete gols sofridos numa semifinal de Copa do Mundo. A maior goleada da seleção brasileira em 100 anos de história. Depois do Maracanazo em 50 assistimos espantados ao Mineirazo em 2014. Porém,  apesar de maravilhosa dentro das quatro linhas, a Copa não foi perfeita. Elefantes brancos espalhados por todo o país, obras que fugiram e, muito, ao orçamento. A grande maioria das obras que ficariam para a população, os chamados legados, ainda não ficaram prontas. Tanto para o futebol brasileiro como para o país de um modo geral, é hora de mudança. E para um país o momento de mudar é ainda este ano, em outubro, quando ocorrerão eleições.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Todo poder aos Sovietes

No último dia 26/05 foi promulgado - mais parece uma outorga, um Ato Institucional - o decreto presidencial 8.243/2014. O decreto institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e cria o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Segundo o decreto, a nova legislação criada tem como objetivo fortalecer a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil, que é definida como "o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações". A medida determina que ministérios, autarquias, empresas estatais e agencias reguladoras devem considerar as diretrizes da política de participação social na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas. O decreto cria conselhos, ouvidorias, mesas de debate e consultas públicas para participação social. Os conselhos, segundo o decreto, têm competência para participar do processo decisório e na gestão de políticas públicas. Fica a cargo da Secretaria-Geral da Presidência presidir um novo órgão, a mesa de monitoramento das demandas sociais.