quinta-feira, 26 de junho de 2014

Madrugada

Era uma gélida madrugada de sexta para sábado. Àquela altura da noite minha cabeça já não rodava mais, só restavam uma leve ardência nos olhos e uma dor de cabeça agonizante. A dor de cabeça era fruto de uma roda de amigos – já um pouco alterados – que começara no fim daquela tarde de sexta, úmida, fria, petropolitana.

Encontrava-me num ambiente estranho, assombrosamente calmo, como a brisa que vinha em direção ao meu rosto e o deixava ainda mais ressecado.  Era desértico. Passava um ônibus a cada meia hora, por vezes, uma ou duas pessoas passavam por mim com as mãos entranhadas nos bolsos de seus casacos. A madrugada ficava mais fria à medida que o relógio avançava.


terça-feira, 3 de junho de 2014

O fumo hoje, liberdades constitucionais amanhã

No último sábado (31/05) comemorou-se o Dia Mundial sem Tabaco. Seguindo sua velha cartilha intervencionista, o governo federal, a espelho de países europeus, amplia a luta estatal contra o cigarro. No último dia 2/06 o governo federal, na pessoa da presidente Dilma, publicou o decreto 8.262, que modifica outro decreto federal, o decreto 2.018 de 1996. O antigo decreto aceitava determinadas áreas de lugares coletivos e fechados em que o fumo era permitido, os chamados "fumódromos". Agora, segundo o novo decreto, os fumódromos ficam estritamente proibidos: "é proibido o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilé ou outro produto fumígeno, derivado ou não de tabaco, em recinto coletivo fechado." Pelo decreto fica proibida, também, a publicidade de qualquer produto fumígeno no rádio ou na TV, antes a propaganda era permitida entre às 21:00 e às 06:00 da manhã.