sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Venezuela desmoronando

Há cerca de duas semanas começaram a pipocar na mídia e, principalmente, nas redes sociais relatos sobre a situação política na Venezuela. Aos poucos os relatos e as imagens de Facebook tornaram-se assunto de editoriais dos grandes jornais. Aos poucos, viu-se que a Venezuela está à beira de um colapso social e político.

Na Foto: Nicolás Maduro.
O panorama venezuelano é de crise econômica, política e social. Com uma inflação que ultrapassa os 50%, a população tem de conviver com graves problemas de abastecimento. No âmbito político há uma clara divisão. Nicolás Maduro venceu a última eleição presidencial com uma apertada maioria de 50,7% dos votos. Porém, há também um desencontro dentro da oposição. Enquanto isso, os níveis de criminalidade saltam e o número de homicídios já chega a 25 mil por ano, num país com menos de 30 milhões de habitantes.

Após a - cinematográfica - prisão de um dos expoentes mais radicais da oposição, Leopoldo López , as manifestações se intensificaram e a violência nas ruas também. Há a participação de tropas federais nas ruas e relatos de milícias organizadas.

Quando se trata de Venezuela tudo é muito complicado. Quais são as saídas para esta crise? Obviamente, não há saídas políticas. O Estado venezuelano é grande, forte e não deixa brechas. O único resquício de democracia  do Estado são as eleições que, sozinhas, não garantem um regime democrático. O presidente venezuelano não parece estar empenhado em apaziguar a situação já que convocou manifestantes pró-governo a irem às ruas também. O que gera mais conflito e legitima seu discurso autoritário. Maduro também não está disposto a dialogar com a oposição e com seus manifestantes, afinal não será decretando prisões, alardeando golpes e chamando-os de fascista que irá amenizar o caos.

Um golpe é caracterizado por uma força que tem poderes militar e político para derrubar um governo. A oposição e os manifestantes têm esse poder nas mãos?

Nicolás Maduro desconhece o fascismo. Se a oposição é fascista o governo dele também transborda características presentes nos regimes fascistas. Em seguida, o presidente adotou medidas costumeiras e expulsou diplomatas americanos e até ameaça tirar do ar as redes de TV a cabo, segundo ele, incitadoras dos protestos. A culpa é sempre dos outros. 

E por aqui? A mídia tradicional condena, costumeiramente, o regime venezuelano e a imprensa alternativa tenta dizer que os protestos são falsos, ilegítimos e apoiam Maduro. A intelectualidade se confunde e condena a violência dos manifestantes, a mesma intelectualidade que adora os Black Blocs. O governo brasileiro, como sempre, é leniente e dá seu total apoio a Nicolás e não busca apoiar uma negociação entre os lados. 

No país que abriga o "ministério da felicidade social" - George Orwell neles - a população se revela mais do que infeliz, se revela indignada. Sem saídas políticas e com um Estado que incentiva o conflito o caos deve aumentar. Vem banho de sangue aí!?
Manifestante em Caracas. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ideias matam

Certa vez, durante uma palestra sobre filosofia, ouvi que a responsabilidade de um filósofo ou de um intelectual é imprescindível. " O filósofo deve ter consciência sobre aquilo que instiga os outros a fazer. A má interpretação de ideias pode ser a causa de um banho de sangue." Noutra vez, agora durante uma aula de filosofia, ouvi de meu ex-professor que: "filosofia na veia mata e ideias são à prova de balas" - sim, o professor citava V de Vingança. 

Hoje em dia, em nossa 'querida' era da modernidade, aquilo que sai do campo das ideias tem cada vez mais relevância na vida das pessoas. Hoje vive-se de ideias, de ideologias, de utopias. O exército da salvação é formado por um bando de velhos que leu Foucault, por um bando de velhos que idolatrou Sartre e Che. 

A Revolução Francesa deixou marcas que o tempo ainda não apagou. O culto à democracia, o culto às massas. Vivemos intensamente o turbilhão pós-1789, mesmo que mais de 200 anos tenham se passado. Nessa era em que santificam as massas e idolatram o coletivo manifestar-se tornou-se sinônimo de viver. Estamos sempre gritando para algum canto ou contra alguma coisa. No último ano, o Brasil viveu um grande frenesi democrático. As manifestações varreram o país. No meio de todo aquele alvoroço eclodiam ideias e muita violência. Os editoriais dos jornais aplaudiam de pé toda a festa. Nas ruas a movimentação só aumentava. A intelectualidade brasileira ficou em polvorosa com a primavera tupi-niquim. O Black Bloc brasileiro nasceu na bandalha, apoiado por grande parte dos 'intelectuais'.

O ano de 2014 começou não muito diferente do anterior. Manifestações já ocorrem com certa frequência novamente. O Black Bloc, agora baluarte de nossos formadores de opinião, é até organizado. Tolo é aquele que acredita que o Black Bloc não é um grupo, mas uma 'estética das massas'.

Em 2013 os jornais execraram a Polícia Militar - responsável por ferir jornalistas - mas e agora? Um membro da imprensa foi morto atingido por um rojão. Os primeiros gritos apontavam para a polícia, porém, ficou provado que o rojão que matou o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade da TV Bandeirantes foi disparado por um Black Bloc.

E as páginas dos editoriais? Como será que elas estão? Será que o senhor Caetano Veloso esteve no velório de Santiago usando sua bela máscara de Black Bloc? A resposta é não. Será que há algum remorso nesse bando de velhos adoradores de Foucault que fomentou e apoiou o Black Bloc? Duvido muito. Pois é, ideias matam. Filosofia na veia mata. Mas nossos 'intelectuais' ainda não perceberam isso ou fingem-se de idiotas.
Caetano Veloso, em apoio à Black Blocs, usa máscara.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O caso Sheherazade e algumas divagações existenciais

O caso Sheherazade - já comentado AQUI - levantou uma série de questões. Algumas pessoas desenfreadamente voltaram com o velho jargão de: "bandido bom é bandido morto"  outros tantos com opiniões avessas também apareceram aos montes - se a democracia dá voz ao idiota as rede sociais dão um megafone, mas isso é assunto para outro post. 

Como tenho dito, meu pensamento acerca da sociedade e de seus indivíduos tem, cada vez mais, ficado pessimista. Os católicos irão chamar de pecado original eu particularmente não sei, mas há algo intrínseco, natural e podre no ser humano. Nós somos  invejosos, mentirosos, orgulhosos, interesseiros e vaidosos por natureza. Somos assim e pronto. Uns mais e outros menos, mas está lá dentro de nós. Não somos perfeitos e nunca seremos. E creio que o senso de perfeição é o cerne da questão.

A partir do momento em que o ser humano idealiza a perfeição ou se torna extremamente apaixonado por si mesmo a ponto de se achar perfeito começa o perigo.  A perfeição é algo utópico e já conhecemos os banhos de sangue que o homem promoveu em nome de utopias. Um indivíduo cheio de si, que acredita cegamente em suas potências é um indivíduo extremamente perigoso. Um pouco de ceticismo sobre si mesmo é sempre oportuno. Mas em que tudo isso tem a ver com as questões levantadas pelo caso Sheherazade ?

A jornalista disse que é "até compreensível" as pessoas fazerem justiça com as próprias mãos num Estado que não oferece segurança. Compartilho da ideia. Não acho correto, não deve ser encorajado, irá criar um estado de barbárie, mas sim, é compreensível, tolerável não. Quanto a bandido bom é bandido morto me encontro no que chamariam de "sinuca de bico". Partindo dos pressupostos acima citados sobre o ser humano, obviamente sou um descrente quanto a baboseira de ressocialização de um criminoso. No entanto, punir não resolve o problema do criminoso, na verdade, cria o problema da superpopulação carcerária. Nessa lógica, a pena de morte seria a saída. Há punição mais severa que a morte ? E de bônus não haveria uma grande população nos presídios. Porém, imaginem o que tal medida causaria na sociedade. Um estado de pânico se instauraria. E mais. Dar ao Estado o poder de matar sumariamente é alarmante. O Estado não deve carregar tais direitos. Pois então, o que faremos ? Somos podres, alguns deixam essa podridão inerente assumir o controle - é o caso dos criminosos - mas nos matarmos não será a saída.

A moral, a ética e, por vezes, a religião servem como apaziguadores de nosso mal intrínseco. São um freio necessário. Não somos perfeitos, não somos super-homens - o de Nietzsche - e a busca dessa plenitude humana acima do bem e do mal é perigosa e nefasta. Devemos nos acostumar e aceitar que não há salvação, nunca houve, nem nos céus e nem na terra. Na idade média e nas culturas antigas depositávamos toda nossa fé na salvação divina, aquela que independe do homem. A modernidade trouxe ao homem um egocentrismo gigantesco a ponto de se acreditar que a salvação está no próprio homem. O homem moderno acredita na salva pela utopia, pela ideologia, pela política, a democracia é uma santa. Porém, o leitor perceberá que não encontrei resposta para minha "sinuca de bico" citada no parágrafo acima e nem o homem para ele mesmo. Estamos num eterno vale de lágrimas. Acostumem-se.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A polícia do pensamento continua aí

Há quase um ano eu estava lendo 1984 e comentei aqui neste blog um episódio polêmico envolvendo a âncora do SBT Brasil Rachel Sheherazade. À época ela fez um comentário sobre a perseguição que o deputado Marco Feliciano estava sofrendo por parte da imprensa e foi execrada por isso. Para quem estiver interessado, AQUI você pode ler o texto da época. 

Esta semana, novamente, Rachel Sheherazade gerou polêmica em mais um de seus comentários. Na última terça-feira (04/2) a jornalista disse o seguinte: 
'O marginalzinho amarrado ao poste era tão inocente que em vez de prestar queixa contra seus agressores, preferiu fugir, antes que ele mesmo acabasse preso. 
É que a ficha do sujeito – ladrão conhecido na região – está mais suja do que pau de galinheiro.
Num país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos “vingadores” é até compreensível. 
O Estado é omisso. A polícia, desmoralizada. A Justiça é falha. O que resta ao cidadão de bem, que, ainda por cima, foi desarmado? 
Se defender, claro! 
O contra-ataque aos bandidos é o que eu chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. 
E aos defensores dos Direitos Humanos, que se apiedaram do marginalzinho no poste, lanço uma campanha: 
“Façam um favor ao Brasil. Adote um bandido!”


Rachel refere-se ao caso de um menor infrator que foi pego por um grupo de jovens. O menor apanhou e em seguida foi preso nu numa área pública. O comentário foi visto negativamente por grande parte da imprensa. O sindicato dos jornalistas emitiu nota de repúdio ao comentário da jornalista. O PSOL entrou com representação judicial contra Rachel sob a justificativa de que ela incita a violência em sua opinião.

Faz um ano que escrevi o outro texto e depois de todo esse tempo as coisas parecem que pioraram. Um jornalista do portal R7 chegou a dizer em sua coluna que Rachel deveria ser proibida de falar. A que ponto chegamos. A próprio imprensa conclama a censura contra um de seus colegas. A jornalista e apresentadora em nenhum momento incita a violência em seu comentário. Ela alerta para uma situação deplorável que o cidadão passa todos os dias. Ela alerta acerca da crescente violência que assola o país e corrobora ao dizer que o cidadão comum está sendo obrigado a se defender com as próprias mãos. Nenhuma incitação a violência nisso. Na verdade, por trás dessa bandeira anti-violência está escondido o ranço da imprensa 'esquerdotosca' que não aguenta ouvir as lúcidas e conservadoras palavras de Raquel. Por trás desta bandeira está a vontade de calar a jornalista. Por trás desse falso moralismo está a vontade de esmagar por completo o pensamento conservador que Rachel compartilha conosco. A esquerda demente não aguenta conviver com opiniões que vão contra suas ideias. Pois é, George Orwell estava certíssimo. Isso é a polícia do pensamento. Encerro com a mesma frase que encerrei o texto há um ano.
"Posso não concordar com nenhuma palavra que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las." Voltaire

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Assassinato da República

Na última segunda-feira (03/2) foi ao ar pelo programa Roda Viva da TV Cultura a entrevista do ex-secretário nacional de justiça do governo Lula Romeu Tuma Júnior. Tuma foi ao programa para falar de seu livro recém-publicado: "Assassinato de Reputações - Um crime de Estado" pela editora Topbooks. No livro, Tuma conta detalhes de vários esquemas envolvendo o governo do PT, a Polícia Federal e até o STF.
Durante a entrevista para o Roda Viva - que pode ser conferida AQUI - Tuma deu detalhes e mostrou alguns documentos que comprovam o envolvimento do PT no caso do banqueiro Daniel Dantas e nos grampos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Tuma ainda afirmou que houve a participação do PT na morte do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel.

Após investigações da Polícia Federal que apontavam possíveis ligações de Tuma ao chefe de uma quadrilha chinesa de contrabando o então secretário nacional de justiça foi afastado de seu cargo no governo.
Perguntado durante o programa se alguns - dos muitos - citados no livro acionaram a justiça, Tuma responde: "até o momento não fui notificado de nenhum processo contra mim." 

Tuma vai mais longe. Afirmou durante a entrevista que foi vítima da Polícia Federal. Segundo ele, a central de inteligência da PF está instrumentalizada pelo governo e que inquéritos, provas e dossiês são fabricados contra adversários políticos.

Bem, o livro é bomba e a entrevista foi mais bombástica ainda. A TV Cultura bateu seu recorde de audiência com a entrevista. As acusações feitas pelo agora advogado são gravíssimas. Configuram um grave crime do Estado contra suas instituições, contra a nossa constituição e contra o cidadão, enfim, revelam a derrocada de nossa República. Obviamente, tais denúncias devem ser apuradas. A nossa 'ilustre' oposição deveria exigir uma CPI no Congresso Nacional e alguma ação deveria estar correndo no Supremo. O que me espanta nesse caso não são as denúncias, mas a calmaria instalada. Nada acontece. Em qualquer outra sólida democracia do mundo das duas uma: ou o Tuma estaria preso por calúnia e difamação ou a cúpula inteira do governo estaria desmoronando; presidente, ministros, secretários entre outros. No entanto, tudo continua nesse estado inercial. Investigações não ocorrem, o governo não dá explicações e a imprensa não repercuti da maneira necessária. Ao que parece, estão assassinando nosso sistema republicano.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Twitter e um pouco de Rousseau

Creio já ter dito aqui que sou viciado no Twitter. É de longe minha rede social favorita e também a que mais utilizo. Dia desses, numa madrugada 'twitesca', o Twitter fez novamente o que ele faz de melhor: assuntos completamente aleatórios dando um bom debate filosófico. 

Conversando com alguns amigos sobre Harry Potter e sobre O Senhor do Anéis acabamos entrando numa boa conversa sobre Rousseau, o homem e o mal inerente ao ser. Todos aqueles tuítes subsequentes me fizeram perceber - ainda mais - como o pensamento de Rousseau está entranhado na mentalidade de muita gente. 

Como já relatado em textos anteriores, tenho uma visão extremamente pessimista do ser humano de modo geral.. Para mim o homem é por natureza invejoso, egoísta, vaidoso e orgulhoso. O ser-humano mata, tortura e faz outras diversas atrocidades por prazer. Somos todos psicopatas, alguns menos outros mais. Os católicos podem associar esse 'defeito' ao pecado original. Mas, como não sou tão ligado a religião, creio se tratar apenas de um mal do ser, que não encontro meios de explicá-lo. Desse modo, sou avesso ao mito roussoniano do bom selvagem.

" A natureza fez o homem bom e feliz, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável." - Rousseau.

O termo sociedade nos remete ao latim  societas. Sociedade é por definição um grupo de indivíduos em constante interação. No entanto, compartilhando um pouco do pensamento de Margaret Thatcher, o que seria de uma sociedade se não fossem os indivíduos ? Os indivíduos são fator determinante para que uma sociedade exista. O conceito de sociedade é posterior ao conceito de indivíduo. Portanto,  Rousseau está completamente equivocado ao considerar o homem bom por natureza e a sociedade como ferramenta transformadora de sua bondade. O indivíduo, este sim, é a ferramenta transformadora, da sociedade inclusive. Sem indivíduos não há  sociedade. O indivíduo é a causa da sociedade, não o contrário. Assim, como pode a lógica de Rousseau estar correta ?

Há um grande problema nessa lógica proposta por Rousseau, porque ela exime o homem de qualquer tipo de culpabilidade jogando-a para a sociedade corrompida. Esse tipo de mentalidade cria indivíduos cheios de si - como Rousseau era - que acham que são perfeitos. Como o cerne do problema está na sociedade acham que são uma espécie de 'ungidos' que podem pôr um freio na sociedade imperfeita a partir de sua própria vontade. Essa é a mentalidade presente em todos os regimes totalitários que já existiram. É também a mentalidade presente na ideologia marxista.

A democracia de Rousseau é uma democracia onde apenas o coletivo importa. Nesta democracia a vontade do indivíduo é esmagada pela 'vontade geral'. A liberdade individual é solapada pelo bem do coletivo. A democracia proposta por Rousseau muito se assemelha aos regimes comunistas que fizeram todo tipo de atrocidade em nome da revolução. Rousseau é pai da Revolução Francesa, revolução esta que foi seguida de 'um grande terror'. A democracia encontrada no pensamento de Rousseau é embasada em ideias que mais tarde Tocqueville chamaria de 'a tirania da maioria'. Rousseau é aquele típico homem que ama a humanidade, mas odeia  o seu vizinho. 


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Rolezinho em Petrópolis

Ontem (1/02) ocorreu em Petrópolis um 'rolezinho'. Como os demais, este também foi organizado pelo facebook. No entanto, ao contrário dos outros, este tinha uma causa nobre: mobilizar o máximo de pessoas possíveis para doar sangue. 

Organizado por dois jovens, Ingrid Carvalho e Clóvis Henrique, o 'rolezinho no Hospital Santa Teresa' - como ficou conhecido - foi organizado há cerca de um mês e, segundo os idealizadores, foi inspirado em outros 'rolezinhos' solidários que também ocorreram no dia  de ontem. No envento do Facebook havia pouco mais de quatro mil convidado e cerca de cem confirmados. Obviamente, nem todos compareceram ao banco de sangue, mas o saldo foi positivo. Segundo um funcionário do banco de sangue o 'rolezinho' foi responsável por cadastrar 24 doadores, o que corresponde a um dia normal de doações no banco de sangue.

Este que vos escreve é veementemente contrário aos 'rolezinhos' como dito em texto que pode ser lido AQUI. Entretanto, participei com muita empolgação deste, porque se trata de uma causa verdadeiramente nobre. Infelizmente, não pude doar. Durante a triagem minha pressão arterial estava alta saúde precária e por isso não pude. Mas voltarei e conseguirei doar.

Para quem se interessar em doar o banco de sangue do Hospital Santa Teresa fica na Rua Paulino Afonso, 477 - CEP 25680-000 - Bingen - Petrópolis - RJ. O telefone para contato é: (24) 2245-2324. O banco de sangue funciona de segunda à sexta-feira das 07:00 às 17:00 horas e no sábado das 07:00 às 11:00 horas.