terça-feira, 30 de abril de 2013

O que vem depois ?

O ano de 2012, no âmbito da política nacional, foi marcado pelo julgamento do mensalão. De fato, histórico. No entanto, sem muita eficácia, afinal de contas, ninguém ainda foi preso pelos crimes julgados na Ação Penal 470. E mais, alguns dos condenados ainda exercem os cargos de deputado federal como, José Genuíno (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).
Apesar de todos estes poréns o julgamento foi um marco para a sociedade, que hoje vive desacreditada na política e nos políticos brasileiros. Ao fim do julgamento, esperava-se que entraríamos em 2013 no mesmo embalo,  já que, o julgamento também sinalizou a independência dos poderes da República, contudo, passados 4 meses desde o início do ano o saldo é assombrosamente negativo.
Durante todo o julgamento do mensalão viu-se a movimentação de toda a mídia e, obviamente da "grande mídia", em cobrir todos os detalhes do julgamento. Os jornais e jornalistas foram enfáticos em condenar, juntamente com a corte, os réus. Em suma, a mídia estava fadada a entrar na mira a qualquer momento. VEJA AQUI  Então, surge o tal do Marco Regulatório, projeto que tramita entre petistas e que deve entrar em pauta no Congresso Nacional. Segundo o governo, a mídia, como qualquer outro seguimento, tem que ser regulado. O projeto segue a mesma linha da "Ley de Medios" que a 'chefona' Kirchiner quer implantar na Argentina.
Além da mídia, durante o julgamento do mensalão houve uma exacerbada exposição do STF, de seus ministros e do Ministério Público - autor da Ação Penal 470 - na figura do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. O STF e o MP foram notícias diariamente. O STF como o redentor da população desacreditada na justiça e o MP como máquina furtiva que pode investigar e desmantelar quadrilhas como  a formada no mensalão. 
A resposta do PT viria este ano na forma de duas PECs ( Projeto de Emenda à Constituição). A PEC 33/2011, já aprovada pela CCJC ( Comissão de Constituição e Justiça da Câmara) da qual fazem parte os já citados deputados condenados do PT de São Paulo, prevê que decisões do STF sobre inconstitucionalidade de emendas à constituição passem pela aprovação do Congresso. Na prática, o projeto irá submeter o STF, órgão máximo de um poder independente, ao Congresso Nacional. E não para por aí.
Já está pronta para votação no Congresso Nacional a PEC 37/2011. Se aprovado, o projeto irá tirar o poder de investigação do MP, poder este, que vem desmantelando quadrilhas Brasil a fora. E como dito, o próprio mensalão. Lembrando que o mesmo MP apresentou denúncia no STF contra o Mensalão Mineiro. Ou seja, o MP pode e deve engrossar para todos os lados e não só em cima de petistas.
Será coincidência logo após ativa participação da mídia no julgamento do mensalão o marco regulatório vir a tona? Será coincidência  que o mesmo Congresso que tem inúmeros parlamentares sendo julgados pelo STF aprove a PEC 33/2011? Será coincidência a comissão que abriga os mensaleiros aprovar em menos de 2 minutos projeto que veda direitos ao órgão? Será coincidência a PEC 37/2011 estar pronta para votação agora que o MP desmantelou a quadrilha que formou o mensalão? É coincidência demais! Coincidência demais desconfia, coincidência demais é ilusão!
Os rumos que as coisas têm acontecido no Brasil sinalizam algo escabroso e obscuro. E o que vem depois? É bom nem imaginar! 

terça-feira, 9 de abril de 2013

É proibido achar ! A polícia do pensamento está aí !

Feliciano e Joelma já viraram arroz de festa. As redes são rápidas, implacáveis. Fazem heróis e vilões. Portanto, o olho do furacão no qual esses dois se envolveram já está passando, mas enquanto isso os ecos continuam a entoar na mídia e nas próprias redes sociais. Quem aí não leu algo falando o quanto a âncora do SBT Brasil Rachel Sheherazade é reacionária e conservadora por conta DESTE VÍDEO !? Joelma também foi execrada de todos os lados. O que fica deste episódio é: o Brasil está bipolarizado nos dois extremos do espectro social, quem discordar que se cuide.
No auge das polêmicas sobre a Joelma uma amiga minha do Facebook postou algo falando de como há  um 'mimimi' grande demais em cima da situação. Na mesma hora ela foi bombardeada por comentários do tipo: você só fala/digita fezes, ou seja, apenas comentários ácidos sobre o que ela postou no Facebook dela. No YouTube a situação é mesma. No Twitter um pouco menor, mas os mesmos comentários xiitas.
Todas essas situações: a reação rápida e surpreendentemente negativa às declarações da jornalista do SBT e aos comentários que, por vezes, vejo nas redes sociais só me dizem uma coisa: "as pessoas estão perdendo o direito de 'achar'." E estão mesmo. Como já explicitei  AQUI não concordo com o deputado Feliciano por diversos motivos, mas ele está lá por alguma razão. No caso da Joelma acho que ela foi, em primeiro lugar, mal interpretada e em segundo, infeliz na comparação. E só. Ela está no direito dela de achar e falar o que quiser. Agora, o que a Rachel Sheherazade disse no vídeo acima não tem nada demais e eu até concordo com ela. Provavelmente, ninguém assistiu a ESTE VÍDEO que ela dá novamente a sua opinião, de maneira mais compreensível por assim dizer. Tudo indica que hoje em dia é proibido ter aspirações conservadoras. Pode-se tudo, mas não pode-se nada na mesma intensidade.
De fato, as pessoas estão "perdendo o direito de achar", de dar suas opiniões - sejam elas conservadoras ou não. Essa situação me lembra muito o livro 1984. No livro o partido ditava como as pessoas iriam pensar e quem desobedecia a tal regra era pego pela polícia do pensamento, levado até o ministério do amor para, então, ser curado. Parece que hoje temos que seguir uma cartilha de pensamentos, assim como no livro. E os comentários ácidos nas redes sociais se assemelham e MUITO com a polícia do pensamento. 
"Posso não concordar com nenhuma palavra que você disser, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las." - Voltaire

terça-feira, 2 de abril de 2013

Big Brother, mas não aquele "Big Brother"...

  Nesta semana, finalmente, terminei de ler 1984 de George Orwell. Dizer o quê ? O livro é maravilhoso. George Orwell merece todas os elogios que recebe mundo a fora.
  Apesar de ter sido escrito em 1948 o livro é atualíssimo. Quem aí não tem uma "Teletela" falando o dia inteiro ? Quem aí não conhece o Big Brother ? Orwell escreveu uma obra prima de clarividência. Isso mesmo ! Tudo que ele escreveu em 1948 aconteceu e tem acontecido. O poder pelo poder que ele descreve é um dos fenômenos mais presentes  na política brasileira. O controle do pensamento é algo ainda mais perigoso. Hoje em dia o mundo é globalizado, mas a ideologia é unilateral. Exatamente como em 1984.      No livro as teletelas  estavam lá pra cercear a liberdade hoje em dia a televisão, os celulares e a internet podem exercer igual papel. Já dizia um professor meu: " O celular é a mais nova algema do ser humano. "
  É muito engraçado e, estranho também, ler este livro em época de Big Brother (o programa de TV). Tive a oportunidade  de assistir um dia ao programa na companhia de pessoas que, literalmente, são viciadas nele. E não conseguia parar de pensar na frase: " O Grande Irmão está observando você." Era exatamente isso que parecia. Não eram eles os telespectadores, mas os observados. E o mais engraçado é quando a galera briga, fica com raiva, dizendo que o programa é manipulado. Ah se eles soubessem que a ideia é exatamente esta. O Grande Irmão é um ditador.
  Enfim, não vou ficar contando muito mais do livro. Acho que 1984 é um livro para ser lido na escola. Todos nós deveríamos lê-lo.
   Já estou lendo A Revolução dos Bichos depois comentarei sobre ele também !