quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Regulação ou repressão ?

 Não é de hoje que vemos na TV,jornais e na própria web discussões sobre direitos,deveres e principalmente,sobre liberdade.Quem navega ativamente pela web deve se lembrar que no início deste ano fomos bombardeados com manifestações defendendo a liberdade na web.Tais manifestações se deram pelo fato da União Européia junto com EUA e muitos outros países,inclusive o Brasil,estarem propondo acordos internacionais,com caráter de lei,para controlar,sobretudo,a pirataria virtual e a violação de direitos autorais o conhecido 'Copyright ©'. Parece tudo muito complicado,mas com algumas pequenas siglas todos lembrarão da pequena "revolução" que se instaurou.Stop Online Pairacy Act ( SOPA),Protect IP Act ( PIPA).Com certeza uma dessas siglas você já ouviu falar e,quem sabe,até já compartilhou no facebook sem entender muito bem.Basicamente essas legislações são um tanto quanto perigosas,pois segundo consta nos textos,para tentar conter a violação de direitos autorais e por conseguinte a pirataria,seria necessário controla e analisar os fluxos de informação o que poderia significar um grave ataque a liberdade na web.Passado algum tempo da explosão de indignados virtuais órfãos do Megauploud tudo parece ter se acalmado.A crise econômica é um dos motivos dessa quietude.Contudo,no Brasil, nas últimas semanas  algo,em menor proporção,vem causando estranheza e receio para quem acessa diariamente a rede: O Marco Civil da Internet. 

  Todo país que vive num estado democrático de direito tem uma constituição que o rege.Aqui no Brasil a Constituição Federal de 1988 é o documento que regula,rege e delimita direitos e deveres.É o que está contido nela que irá nos dizer o que fazer e como vivermos em sociedade.Entretanto,essas mesmas diretrizes não são aplicadas,constitucionalmente,ao que fazemos na web.Espera-se que uma pessoa não vá ter atitudes anti-éticas,imorais e criminosas em sua vida e, obviamente,espera-se o mesmo com relação a internet.Infelizmente,não é isso que vem ocorrendo.Aproveitando-se das brechas constitucionais em relação a internet, criminosos vem cometendo os mais variados tipos de crimes em território virtual.
  O Marco Civil ainda não foi votado pela câmara dos deputados,mas na minha opinião é uma atitude muito válida.A internet,assim como os internautas,não estão imunes à ética e às leis.A internet é uma extensão da sociedade.Desse modo,não pode ser considerada terra de ninguém,ela não é anárquica.Quem "posta" tem que ter um mínimo de responsabilidade sobre o que está postando e sobre quem ele poderá eventualmente estar agredindo.Há cerca de um mês uma amiga próxima teve um perfil no facebook criado por terceiros.Essa conta está se comunicando com amigos e vem se passando por ela todo esse tempo.Fora do mundo virtual essa atitude seria interpretada como falsidade ideológica,violação do direito a privacidade e a mais crimes,dependendo do que o criminoso viesse fazer.
   Não sou um defensor ferrenho da causa,conheço seus pontos duvidosos,todavia,é uma iniciativa interessante a se pensar.Regulação não está necessariamente ligado a repressão e a ataques a librdade.Percebo que as pessoas tem um grande problema com regras e com aquilo que deve ser feito.O ideal de liberdade parece estar muito deturpado.
      Lembrem-se,liberdade e democracia não se resumem em fazer aquilo que der vontade.Direitos vêm acompanhados de deveres.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Status:idiotice e algo mais...

O Facebook é um lugar um tanto quanto engraçado, parece-me um amontoado de pessoas tentando mostrar para as outras como elas são inteligentes, bonitas, refinadas, chatas e cults. E para quê? Puro status virtual e satisfação do ego. E no meio de toda essa guerra para ver quem tem mais 'curtir' ou quem é mais compartilhado, entram os conflitos sobre: "aquilo que eu gosto é melhor do que aquilo que você gosta". E isso vem ocorrendo com uma frequência muito grande, em maior número pelos elitistas, parece que o Facebook se transformou num campo de batalha, por exemplo, entre os rockeiros de plantão e quem curti funk, tentando impor seus gostos musicais. E isso não se resume apenas a essa guerrinha, existe uma bipolarização entre aquilo que é cult e aquilo que é de massa. Contudo, o mais estranho é: essas pessoas realmente estão empenhadas em denegrir o que o outro gosta e por conseguinte, denegrir o individuo pelo fato dele gostar de algo que você não gosta.

Estamos numa sociedade capitalista e o nível de consumo está intimamente ligado a satisfação social e ao status, seja ele qual for. Basicamente, aquilo que eu compro tem que ser melhor do que aquilo que o outro compra e assim vivemos. E tudo isso segue uma sistemática elitista, aquilo é bom porque é visto, apreciado, por poucos.O exclusivismo a serviço do status.


O rock tem um caso de amor com o underground. Logo pensamos em subversão, movimentação social e de massa, revolução cultural, inconformismo e o famoso "faça você mesmo". Todas essas ideologias carregadas pelo rock e por seus subprodutos trouxeram um levante de esteriótipos que estavam combatendo esteriótipos. Em suma, aquilo que diziam lutar contra foi no que se transformaram, ícones populares, ferramentas da grande mídia, maquinas de fazer dinheiro e produtos do sistema que tanto criticaram. Com a era digital isso tudo chegou às redes sociais, que rapidamente aderiram a sistemática elitista.
O sistema não dá a mínima para o conformismo. Muito pelo contrário, o sistema triunfa e se constrói com base na busca pela individualidade de seus integrantes. Ao tentar criar um gosto distinto e refinado  para se escapar da cultura pop e das massas, está se justamente alimentando o mesmo mecanismo que produz a cultura pop e o entretenimento em massa. - Joseph Health e Andrew Potter " Nation of Rebels.
As relações de desgosto entre o que é cult e o que é de massa não têm nada a ver com os prós e contras de cada estilo musical, filme, livro e etc... Na verdade, trata-se da tentativa de impor o seu como melhor intelectualmente, mais refinado, inteligente .Em suma, é a disputa por status da qual mencionei antes.Agora que entendemos que isso não passa de uma bobagem, que tal pensar melhor na hora de compartilhar uma dessas imagens vamos parar e pensar que aquilo que não gostamos pode sim ser cultura.

#Cheguei

Mas o que um moleque de 17 anos tem a acrescentar na minha vida? Há muito penso em criar um blog, por vezes cheguei a começar a fazer posts e afins, mas nunca terminei. Não sei exatamente porquê, mas sinto necessidade em falar, escrever e talvez seja esse o motivo de ter ido para o twitter, ou de escolher o jornalismo e até mesmo de criar um blog e de não gostar do Facebook. Digamos que o blog será uma extensão da minha cabeça, droga, falarei de tudo um pouco, eu acho. Não esperem muita constância, tô na escola ainda.